Do Cristo redentor

a notícia tá aqui



Mais caro, acesso ao Cristo Redentor, no Rio, será feito só por vans



O principal acesso, a Estrada do Corcovado, está interditado para veículos particulares; o transporte é feito exclusivamente por vans de uma empresa que venceu licitação aberta pelo Ibama (...)

Apesar das melhorias na sinalização para motoristas até a entrada do Corcovado, na Estrada das Paineiras, a bifurcação mais perigosa continuava até ontem sem placa. O motorista que vem pelo Cosme Velho, ao chegar ao final da Rua Conselheiro Lampréia, deve dobrar à direita --se virar à esquerda, entra na Favela do Cerro-Corá



Quando eu tive no rio pela primeira vez, fui de carro por Santa Teresa e deu tudo certo, apesar do risco que dizer ter em ir de carro, quando fui pela segunda vez eu peguei uma van e o motorista mostrou pra gente o que acontecia. Algumas placas eram viradas ou arrancaas pelos marginais, a fim de fazer as pessoas se perderem e cairem bem no meio da favela. Eu cheguei a ver placas viradas.
E não é que na volta o motorista estancou bem em cima de uma placa virada? O susto foi grande, mas felizmente foi só uma coincidência.
O motorista, por sinal, era um típico carioca. Desde o jeito de falar, as brincadeiras, tudo naquele estilo característico deles. Meu amigo de lá perguntou sobre um lugar que o motorista entendeu que fosse um prostíbulo. Precisou só deste ganchino que ele foi zoando meu amigo durante o passeio todo.

Viagens

Vou deixar aqui registrado o video da viagem para Sergipe, com passagens por Alagoas e Bahia




Fortaleza - Museu do Ceará

Eu pensei em escrever um pouco sobre o Museu do Ceará, mas eu acho que este link e este aqui dão uma idéia bastante razoável do que se passa pro lá. O acervo é bom mas, como Fortaleza é um destino do tipo Sol-e-Mar, merece uma visita se tiver uma oportunidade.


Queria destacar uma figura ilustre do museu, o Iô-Iô. Ele tinha um perfil boêmio, bebia, fumava, perambulava de bar em bar, tanto que morreu de cirrose hepática. Em 1922, dada a insatisfação pública com a política vigente, ele foi o ser mais votado na eleição pra vereador, apesar de nem ter se candidatado. Também nem poderia...





Iô-Iô era um bode. Aí, ele empalhado, do meu lado
Mais inforações sobre o ícone da política aqui.

A força libertadora do Oficina

Do jornal do Commercio (aqui)

O “teatro livre” está indo embora da cidade. Após dez dias de um intenso processo experiencial, finda-se a temporada da Associação de Teatro Oficina Uzyna Uzona no Recife. Para alguns, o alívio de ver a questionável arte “vale-tudo” de Zé Celso Martinez indo embora da cidade. Para outros, o sentimento de que o teatro na capital pernambucana precisa é da tal liberdade, de mais qualidade técnica, mais brilho, mais cor, e um pouco menos de roupa.

A companhia paulista aportou na cidade com a proposta de impactar muita gente com a sua concepção de arte. Para o diretor Zé Celso, o teatro sério de Antunes Filho não representa muita coisa. Sob o título de companhia libertária, o oficina fez o que quis durante os dez dias que passou aqui. Destes, quatro dias foram pensados para um pequeno grupo de pessoas que topou o desafio de participar das oficinas teatrais. O período de integração/entregação foi arrebatador para cerca de 20 pessoas, que participaram ativamente das aulas, ministradas na Refinaria Multicultural do Nascedouro de Peixinhos. Os alunos estavam dispostos a seguir com o Oficina para o que desse e viesse. A socióloga Anaíra Mahin, 24, foi uma das que se entregou de corpo e alma às oficinas: “Teve um ensaio em que nós devíamos passar por debaixo da perna de alguém e ‘renascer’ como cabras. Quando fiz isso, entrei em transe. Senti que nasci uma cabra mesmo, e isso me trouxe muitas memórias afetivas. No intervalo do ensaio chorei muito”, contou.

Já a estudante de Artes Cênicas Joelle Malta, 24, veio de Maceió só para fazer o curso. Para ela, o maior desafio foi enfrentar a nudez proposta nos ensaios. “Eu tive uma resistência na hora, mas queria ter conseguido. Acho que se tivesse mais uma semana de oficina, eu quebraria esse meu medo”, apostou.

O esperado momento de colocar as aulas em prática, no entanto, chegou quando foi erguido o Teatro Extádio, na própria Refinaria, uma enorme arena com capacidade para 2 mil pessoas, lotada quase todos os dias. Foram quatro os espetáculos apresentados: Taniko, o rito do mar, Estrela brazyleira a vagar: Cacilda!!, Bacantes, e O banquete.

Ao mesmo tempo em que o Oficina fez muita gente sair correndo no meio dos espetáculos, teve quem se jogasse com tudo na brincadeira dos paulistas. Dona Eucrêmia de Oliveira, doméstica, 64 anos, foi uma das surpresas dessa passagem de Zé Celso. Na peça Bacantes ela passou boa parte do primeiro ato como se estivesse perdida no meio dos atores. Mas numa das horas mais picantes da trama, resolveu deixar claro que, sim, fazia parte da encenação. Arrancou as roupas e saiu correndo para delírio dos seus companheiros da comunidade de Peixinhos. Libertador ou apelativo, o Teatro Oficina conquistou mais uma legião de fãs.